Os melhores casais do cinema e da TV

Por: Helton Kuhnen as 23:18 | 30.05.08 | em: Quase-Tudo


Em homenagem ao mês dos namorados ou para quem vive em clima de eterno apaixonado, nem que seja pelo trabalho, amigos ou família. Eu seleciono aqui os dez melhores casais apaixonados ou os melhores romances do cinema e da TV. Não importa se é uma cena do filme ou é o casal o motivo da identificação, mas para passar uma imagem de romance sem soar artificial é, sem dúvida, um desafio que poucas produções e atores conseguem fazer.

1) O Segredo de Brokeback Mountain emociona apenas por ser uma história de amor impossível. Esqueça que são homossexuais em um velho oeste, pois esse argumento é pouco para esconder um belo filme, como Andy Malafaya bem definiu, de rara sensibilidade. A cena do reencontro é definitivamente a melhor, pois a reação da esposa (Michel Willians) de Ennis Del Mar (eterno Legder) ao ver os dois juntos é surpreendente e angustiante.

2) Há alguns anos eu descobri Woody Allen e me identifiquei com suas neoroses, as teorias, o jeito confuso, as mãos expressivas e o sufocante jeito de falar. E Annie Hall está na categoria dos melhores filmes, sobretudo, a cena final em que eles se despedem após inúmeras tentativas de ficarem juntos.

Outra coisa, a cena em que o McLuhan aparece e explica o real objetivo sobre uma teoria da comunicação a um professor universitário é um dos pontos altos do filme.

3) Esqueça Carrie e sua insuportável obsessão por Mister Big e sapatos Manolo. O melhor de Sex and The City é Miranda. Miranda passou anos da vida se dedicando apenas a carreira de advogada, tem dinheiro, é inteligente, interessante e teve inúmeros relacionamentos ruins, mas depois conheceu Steve, o barman. Steve é sensível, pobre, desleixado e tem um estilo de vida bem diferente do dela. Entre erros e acertos o relacionamento começa e ela reluta em dividir o seu espaço com ele. E após 42 caras e aos 35 anos, ela consegue dizer ‘eu te amo’ pela primeira vez. Tempos depois ela se descobre grávida, casa e vai morar no Bronklyn deixando a amada Manhattan (ai ai). Miranda é a mulher moderna no antiquado dilema casamento ou carreira?

Aqui a cena em que eles se conheceram, a arrogância de Miranda é dobrada pelo jeito de Steve.

4) E por falar em Sex and The City, está abaixo a melhor cena de Carrie. Em que ela pede a Aydan que a perdoe por ela ter traído ele com Mister Big. Trocar a gracinha do Aydan pelo Big é realmente um desperdício, mas Carrie, a estranha, gosta mesmo é de sapatos e acho que deveria casar com eles.

Na cena ela fala emocionada para ser perdoada. “You have to forgive me Aydan, please!”.

5) O filme “Something New” conta a história de uma advogada negra e bem sucedida que está solteira. De repente, ela conhece um homem branco no explícito racismo do território americano. O mérito do filme é tratar o romance de forma cuidadosa sem ser duro, muito menos evangelizador. Claro, o que vence é o amor, mas as cenas são cuidadosas ao tratar do tema ainda delicado, inclusive, no ‘democrático’ Brasil.

6) Todos falam da cena do orgasmo, mas em Harry e Sally a melhor parte é o final em que Harry reflete a relação dos dois nos últimos meses. Sem sexo, apenas amizade e olhe que antes eles se odiavam. Harry namorava a melhor amiga da faculdade de Sally, anos depois eles se encontram na bela Nova York e decepcionados com o amor decidem ser “apenas bons amigos”. Os diálogos são do tempo que comédia romântica tinha o que dizer. Durante o filme há vários depoimentos de casais apaixonados, bem velhinhos, e que é bastante interessante.

7) Lúcia e o sexo tem um nome sugestivo, mas o filme confuso é atraente demais para ficar limitado ao tema. Recomendo.

8) Em Simplesmente Amor, Jamie e Aurelia tem uma única barreira: a língua. Eles não se entendem, pois ele é inglês e ela portuguesa. Romance inusitado e honesto. São as melhores cenas de “Love Actually”.

9) O certinho Peter Petrelli amava Simone que gostava do conturbado Isaac Mendez. A primeira temporada de Heroes foi marcada por esse casal e a interpretação de Millo quando via Simone era emocionante. Ela foi a primeira que acreditou nele. Pena que ela morreu por causa de Isaac.

10) Anos incríveis marcou a adolescência de muita gente, inclusive, a minha. Era perfeita a abertura, o clima anos 60/70, a fiel amizade do Paul, a narração do Kevin Arnold (até dublado) e o seu eterno amor pela vizinha Winnie. Os devaneios de Kevin são parecidos (e qualquer adolescente) com os meus e o fato deles interromperem a conversa para os pensamentos se tornarem explícitos são usados até mesmo em séries novas, como o Scrubs.

Leia também:

Comments Off

Comentários estão fechados.





    O que você achou do iPad 2 ?

    View Results

    Loading ... Loading ...