Hotéis x Internet – Parte 1: A difícil combinação

Por: Helton Kuhnen as 09:26 | 18.04.07 | em: Tecnologia


Como alguns podem ter percebido, a freqüência de postagens aqui diminuiu consideravelmente. Isto se deve ao fato de estar trabalhando hoje como Analista de Implantação em uma empresa nacional de software. Assim, tenho passado uma parte do meu tempo viajando e atendendo clientes fora da minha região.

Junte este fato ao de que a grande maioria dos hotéis em que tenho ficado hospedado NÃO ESTÁ PREPARADA para atender profissionais de tecnologia. Quando menciono estes profissionais, me refiro à pessoas que precisam de uma conexão com a internet para :

  • enviar e ler e-mails, acompanhar as listas de discussão, etc;
  • adiantar um trabalho pela noite fazendo alguma pesquisa na internet;
  • ler os feeds e ficar por dentro do que está acontecendo no mundo real e digital, este passo servindo também para o ponto seguinte, que é…;
  • fazer a manutenção do seu blog, escrevendo seus posts, pesquisando links relevantes para o conteúdo, respondendo aos comentários (coisa que estou negligenciando demais aqui no blog, inclusive), otimizando seu banco de dados e acompanhando os ganhos e tendências, no caso dos blogueiros profissionais;
  • trocar informações com os contatos (conhecido também como jogar conversa fora), porque ninguém é de ferro.

O que se encontra em grande parte da rede hoteleira de Minas Gerais (e que, creio eu, seja a realidade em outros centros) é a total falta de apoio por parte destes estabelecimentos. Pelo contrário, sempre arrumam um jeitinho de arrancar alguma moeda do seu bolso. E bota moeda nisto.

Em Belo Horizonte, quando fiquei no final de Dezembro/06 e início de Janeiro/07, o flat que eu estava hospedado tinha internet no quarto pelo “módica” quantia de R$ 10,00/Hora e R$ 7,00/30 minutos. Havia também 2 computadores “públicos” no hotel que poderiam ser utilizados, mas também era cobrada a taxa citada. O controle é feito através de um software que só libera o trafego de dados para a internet após se digitar um código, que vinha no cartão que você comprava. Eu, como não comprei o dito cujo, não sei como era feita a desconexão após findar o tempo. Neste caso, não vejo motivo para a cobrança, visto que a diária não era barata (mais de R$ 100,00) e tenho certeza que eles não pagam pela banda consumida, e sim um valor fixo pela velocidade/mês. Para que complicar a vida do cliente se é possível oferecer mais este diferencial para o hotel ? Estes empresários… O outro detalhe é que era possível acessar apenas de um lugar, visto que o cabo de rede era absurdamente pequeno, não era um ponto na parede onde se podia apenas mudar por um cabo maior, pois este já vinha embutido, e não havia uma tomada livre próximo ao local para que fosse colocado o notebook, no lugar da televisão.

Em Governador Valadares, nos 3 hotéis em que eu fiquei, nenhum deles tinha internet no quarto. Um, aliás, nem internet banda larga tinha, mesmo que para seus funcionários. Os outros dois possuiam internet, porém apenas em um computador público, o que é totalmente desconfortável. No quarto, apenas via conexão discada. E quem já ficou em hotel e precisou fazer uma ligação sabe o quanto é caro, mesmo que seja local.

Em Juiz de Fora, finalmente um hotel com Internet no quarto. Com seu notebook, bastava ativar o serviço Wireless, encontrar a rede e digitar a senha. Voilá! Internet com uma velocidade muito boa, inclusive. Como foi bom poder andar com o notebook na sala e no quarto sem precisar de cabos. O nome do hotel é Solar Flat e fica no centro da cidade. A impressão que eu tive foi que, como a cidade é realitivamente grande, seria mais fácil que os hotéis tivessem internet disponível para seus hóspedes. Porém, no outro hotel em que eu fiquei (inclusive, estou hospedado nele esta semana) também é um fiasco no quesito internet. Internet no quarto apenas discada a módicos R$ 0,10 por minúto (cálculo mental rápido: R$ 0,10 x 240 minutos x 5 dias hospedado = R$ 120,00 !!!). Usei um dia por extrema necessidade (tá bom, tá bom, confesso que o cara falou que não ia cobrar NAQUELE DIA e isto me incentivou :) . O detalhe básico é que a velocidade máxima de conexão foi na casa dos 20.000 KBps. Haja Paciência.

Na região do Vale do Aço (Coronel Fabriciano – Ipatinga – Timóteo) creio que não seja diferente o cenário, porém não posso falar porque não fico em hotéis aqui nesta região, visto que é a “minha” região e posso usufruir de internet banda larga no conforto do meu quarto :)

No próximo post, vou colocar algumas das soluções que eu tenho utilizado para não ficar offline praticamente o dia inteiro, visto que durante o dia estou em atendimento a clientes e não dá pra ficar escrevendo post, lendo notícias e etc.

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Post from: Rafael Arcanjo

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