Frase do dia
Por: Helton Kuhnen as 21:20 31.03.08 em: Rastro de carbono
O que transformou o mundo não foi a utopia, foi a necessidade.
José Saramago, 2005
O que transformou o mundo não foi a utopia, foi a necessidade.
José Saramago, 2005
Este texto faz parte da Blogagem Inédita proposta pelo Interney: Trata-se de um assunto não publicado em nenhuma outra fonte. Todas as pesquisas, fotos e entrevistas necessárias para a publicação desse conteúdo foram feitas exclusivamente pelo Rastro de Carbono.
______________________________________________________________
Depois da chegada da nova onda pró-ambiental, devido ao aquecimento global e toda a ciência e política envolvida no caso, fica cada vez mais comum empresas, indústrias, publicidades, e afins, buscarem clientes prometendo, digamos, “eco-coisas”.
Os produtos que se dizem ecologicamente corretos invadem as propagandas de TV, a gasolina do seu carro, o guarda-roupa, os lançamentos em eletrodomésticos, as prateleiras dos supermercados e toda uma gama de produtos “verdes” começa a invadir nossa vida.
Vamos ao estudo de caso, que pesquisei durante essa semana:
A empresa “eco-coisas” em questão é dona de empreendimentos imobiliários. Entre as vantagens de se ter um imóvel “eco-coisa” estão a captação de água de chuva, um pomar na área comum, rochas vulcânicas vindas de sei lá de onde pras churrasqueiras individuais em cada apartamento e um tal de elevador ecológico, revestido com madeira de reflorestamento com som ambiente e imagens da natureza.
A crítica começa aqui. Som e imagens da natureza no elevador é um consumo de energia absolutamente desnecessário. Fora a área comum com brinquedoteca, sauna, fitness, sala de estudos e mais um sem número de “vantagens” que todo mundo que mora em apartamento sabe que depois da festinha inicial da novidade ninguém mais usa, só mostram o total descaso com o meio ambiente.
Aliás, as empresas “eco-coisas” em geral, mostram que na verdade, a idéia não é promover uma discussão ou uma conscientização sobre o tema, mas sim vender um produto com uma roupagem “verde” que não existe.
Voltemos ao estudo de caso. O empreendimento “eco-coisa” foi lançado esse final de semana, e, como não podia deixar de ser, botou propagandas espalhadas por todo o bairro onde o dito cujo do empreendimento está. Folhetos com propaganda no semáforo, meninas com bandeirolas na esquina, cartazes e cartazes – aqueles que junto com os panfletos estão proibidos pela lei cidade limpa – e garotas menores de idade trabalhando por um dinheiro mínimo pra saírem correndo com as tais propagandas caso alguma fiscalização apareça.
Benditos produtos “eco-coisas”! O mínimo do bom senso e da coerência seria esperar que os tais futuros moradores do empreendimento “eco-coisa” não estejam buscando um empreendimento “verde”. Espero que eles estejam plenamente conscientes de que, de “verde” o produto que eles compram não tem nada. Pelo menos assim, a propaganda não teria servido de nada e seria só mais um empreendimento imobiliário como os vários, todos voltados para o consumo excessivo de toda e qualquer “novidade” que apareça por aí e faça brotar mais dinheiro nos cofres de alguém.
Abaixo, mando as fotos de um dos cartazes da “eco-coisas” e mais a fachada do apartamento decorado, com holofotes de luz todas as noites apontando o céu de Sampa.
Este texto faz parte da Blogagem Inédita proposta pelo Interney: Trata-se de um assunto não publicado em nenhuma outra fonte. Todas as pesquisas, fotos e entrevistas necessárias para a publicação desse conteúdo foram feitas exclusivamente pelo Rastro de Carbono.
______________________________________________________________
Depois da chegada da nova onda pró-ambiental, devido ao aquecimento global e toda a ciência e política envolvida no caso, fica cada vez mais comum empresas, indústrias, publicidades, e afins, buscarem clientes prometendo, digamos, “eco-coisas”.
Os produtos que se dizem ecologicamente corretos invadem as propagandas de TV, a gasolina do seu carro, o guarda-roupa, os lançamentos em eletrodomésticos, as prateleiras dos supermercados e toda uma gama de produtos “verdes” começa a invadir nossa vida.
Vamos ao estudo de caso, que pesquisei durante essa semana:
A empresa “eco-coisas” em questão é dona de empreendimentos imobiliários. Entre as vantagens de se ter um imóvel “eco-coisa” estão a captação de água de chuva, um pomar na área comum, rochas vulcânicas vindas de sei lá de onde pras churrasqueiras individuais em cada apartamento e um tal de elevador ecológico, revestido com madeira de reflorestamento com som ambiente e imagens da natureza.
A crítica começa aqui. Som e imagens da natureza no elevador é um consumo de energia absolutamente desnecessário. Fora a área comum com brinquedoteca, sauna, fitness, sala de estudos e mais um sem número de “vantagens” que todo mundo que mora em apartamento sabe que depois da festinha inicial da novidade ninguém mais usa, só mostram o total descaso com o meio ambiente.
Aliás, as empresas “eco-coisas” em geral, mostram que na verdade, a idéia não é promover uma discussão ou uma conscientização sobre o tema, mas sim vender um produto com uma roupagem “verde” que não existe.
Voltemos ao estudo de caso. O empreendimento “eco-coisa” foi lançado esse final de semana, e, como não podia deixar de ser, botou propagandas espalhadas por todo o bairro onde o dito cujo do empreendimento está. Folhetos com propaganda no semáforo, meninas com bandeirolas na esquina, cartazes e cartazes – aqueles que junto com os panfletos estão proibidos pela lei cidade limpa – e garotas menores de idade trabalhando por um dinheiro mínimo pra saírem correndo com as tais propagandas caso alguma fiscalização apareça.
Benditos produtos “eco-coisas”! O mínimo do bom senso e da coerência seria esperar que os tais futuros moradores do empreendimento “eco-coisa” não estejam buscando um empreendimento “verde”. Espero que eles estejam plenamente conscientes de que, de “verde” o produto que eles compram não tem nada. Pelo menos assim, a propaganda não teria servido de nada e seria só mais um empreendimento imobiliário como os vários, todos voltados para o consumo excessivo de toda e qualquer “novidade” que apareça por aí e faça brotar mais dinheiro nos cofres de alguém.
Abaixo, mando as fotos de um dos cartazes da “eco-coisas” e mais a fachada do apartamento decorado, com holofotes de luz todas as noites apontando o céu de Sampa.
Não é a toa que Pachamama é a deusa da Terra. Nem que Yara é a deusa das águas. Parece que a muito tempo se sabe que, se alguém tem que dar atenção ao planeta, esse alguém somos nós, mulheres.
Nós mulheres somos os seres dotados da força, da vontade, do poder de dar continuidade à humanidade. E, fato é, somos as responsáveis pela educação ambiental das pessoas que nos cercam. E é a partir de nós que mudanças são feitas no estilo de vida da nossa família.
+ Quem controla o tempo do banho dos filhos?
+ Quem vai ao supermercado e leva sacolas retornáveis, caixas desmontáveis?
+ Quem é que controla os gastos de água e energia elétrica de casa?
+ Quem escolhe o cardápio da semana?
Se “uma mulher” não for pelo menos 80% das respostas dadas para as perguntas, eu me dou por vencida e me calo.
Somos nós as verdadeiras responsáveis pelas mudanças de hábitos na nossa casa, no nosso trabalho, com os nossos amigos. Querendo ou não, somos exemplos para nossos pais, nossa família. O poder de mudar hábitos está nas nossas mãos. Se inventamos não comer carne um dia da semana, a família toda vai ter que ser vegetariana por um dia. Se inventamos que o banho em casa não pode ser no horário de pico e deve ser curto, a família responde. Se resolvemos não usar sacolas plásticas do supermercado, não usamos. E, até podemos mudar alguns amigos se resolvemos levar um copo de vidro pro escritório, evitando os plásticos.
Mulheres! Fato é que somos todos os dias, um pouco Mãe-Terra.
Clicando na figura acima, você verá uma das mais recentes propagandas da GE, empresa de energia limpa, desalinização de águas entre outras atividades. Para ver mais propagandas do grupo, vá em Ecomagination.
Via: Folha Verde
Letra da música:
Catch the wind
Donovan
In the chilly hours and minutes,
Of uncertainty, I want to be,
In the warm hold of your loving mind.
To feel you all around me,
And to take your hand, along the sand,
Ah, but I may as well try and catch the wind.
When sundown pales the sky,
I wanna hide a while, behind your smile,
And everywhere I’d look, your eyes I’d find.
For me to love you now,
Would be the sweetest thing, ‘twould make me sing,
Ah, but I may as well, try and catch the wind.
When rain has hung the leaves with tears,
I want you near, to kill my fears
To help me to leave all my blues behind.
For standin’ in your heart,
Is where I want to be, and I long to be,
Ah, but I may as well, try and catch the wind.
Na linha dos produtos ecologicamente corretos, fico feliz ao encontrar, na indústria de eletrodomésticos, através de legislação pertinente do Ministério de Minas e Energia, uma preocupação com a eficiência energética.
Segundo a ELETROS – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, 100% dos produtos das linhas de refrigeradores, freezers e condicionadores de ar fabricados já estão totalmente enquadrados nas novas exigências de eficiência energética desde o início de 2007. Mas existem tecnologias cada vez mais limpas disponíveis por aí.
Em recente pesquisa do Instituto Akatu (”Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?“), 37% dos consumidores brasileiros aceitam pagar entre 25 a 35% a mais pelos produtos que tenham um selo verde, que dão crédito aos produtos que estão de acordo com a legislação ambiental vigente.
Com a indústria aberta aos desafios de se produzir produtos ecologicamente corretos e os consumidores, dispostos a pagar pelo desenvolvimento das pesquisas, encontramos alguns produtos realmente muito bons, por exemplo:
Ar condicionado que usa em seu processo de refrigeração água, no lugar de gás. O aparelho economiza até 95% da energia consumida por um modelo tradicional.
Máquina de Lavar Roupas que possui sensores que identificam a quantidade de roupa na máquina e calcula o volume de água necessário para cada ciclo, evitando o desperídicio.
Refrigerador que utiliza o gás isobutano, ao invés de HFCs para refrigeração.
Saiba mais:
+ Instituto Akatu
+ Revista Veja (para assintantes Veja e UOL)
Eu fiquei sem palavras. Então vou deixar que imagens, vídeos e textos falem por mim.
Vídeo (em inglês)
Parte I:
Parte II:
Texto (com excelentes referências)
Brontossauros em meu Jardim
NÃO USE SACOLAS PLÁSTICAS PARA CARREGAR COMPRAS DO SUPERMERCADO
PREFIRA PRODUTOS SEM EMBALAGENS PLÁSTICAS
CONSUMA REFRIGERANTES QUE UTILIZEM GARRAFAS DE VIDRO RETORNÁVEIS
ENCAMINHE SEU LIXO PARA RECICLAGEM