O outro Rastro

Por: Rastro de Carbono as 15:43 | 03.06.08 | em: Rastro de carbono

Olá, começo as minhas contribuições no Rastro de Carbono fugindo do assunto e falando de um outro Rastro que tem despertado a minha atenção: o nosso Rastro Hídrico.

De acordo com a ONU, necessitamos de 40 a 50 litros de água para as nossas necessidades básicas (na Sabesp diz 110 litros). …

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Impactos do homem: luz e som

Por: Helton Kuhnen as 09:09 | 31.05.08 | em: Rastro de carbono

Sempre mostramos o nosso impacto sobre o ar, a água, a terra, etc. No entanto, as alterações que trazemos a um ambiente são maiores e mais inusitadas. No Brontossauros eu já comentei sobre o impacto que uma pequena rua no meio do mato tem sobre centopéias e minhocas, agora imagine o impacto de uma rodovia movimentada cruzando o cerrado ou uma floresta?

Só que este impacto ainda é observável, quem já dirigiu pelo interior do país já deve ter visto tamanduás e tatus atropelados por caminhões. Estou falando de outros dois impactos mais inusitados ainda: o sonoro e luminoso.

Quem mora em cidade grande deve ter percebido que a noite não é tão escura quanto a noite no campo. A luminosidade emitida por nós durante à noite pode alterar o comportamento de animais. Este efeito é facilmente observado quando aquela lâmpada acesa se enche de insetos: a luz altera o seu senso de anvegação a ponto deles morrerem queimados na incandescente fonte luminosa.

O som é um outro impacto inusitado. Um artigo da Wired menciona que a nossa poluição sonora pode estar interferindo na comunicação de animais. O artigo cita o caso de sapos, cuja vocalização é essencial na sua reprodução. Os sapos do exemplo vocalizam de modo sincronizado, dificultando a sua localização. Bernie Krause diz que o barulho de uma base militar perto do local está interferindo na sincronização do canto dos sapos, o canto dessincronizado pode ser facilmente encontrado por corujas e coiotes.

Por fim há o exemplo não citado pela Wired (e que pode ser melhor comentado pela Lucia Malla) do barulho que fazemos dentro da água. O som debaixo da água se propaga mais longe, isso é explorado por baleias e golfinhso apra se comunicar à distância. Essa propriedade do som também significa que o barulho dos motores dos barcos também se propaguem longe. Aparentemente este barulho é tão grande que pode interferir na audição dos golfinhos e baleias!

Mais um exemplo de por que o nosso Rastro de Carbono pode ser o menor de nossos problemas…

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Lista nacional de postos de recolhimento de óleo de cozinha

Por: Paula Signorini as 08:19 | 29.05.08 | em: Rastro de carbono

A querida Clau Chow fez um post com os links do Instituto Akatu para a lista nacional de postos de recolhimento de óleo de cozinha. Vale muito a pena visitar! Óleo usado e queimado que é recolhido deixa de poluir nossos rios e solo e pode servir como combustível para automóveis.

Visite o Sustentabilidade/Ecodesenvolvimento e saiba onde há um posto perto de você.

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O outro Rastro

Por: Helton Kuhnen as 09:33 | 28.05.08 | em: Rastro de carbono

Olá, começo as minhas contribuições no Rastro de Carbono fugindo do assunto e falando de um outro Rastro que tem despertado a minha atenção: o nosso Rastro Hídrico.

De acordo com a ONU, necessitamos de 40 a 50 litros de água para as nossas necessidades básicas (na Sabesp diz 110 litros). A média de consumo na cidade de São Paulo é 220 litros de água por dia. São Paulo não é excessão: uma criança de um país desenvolvido gasta de 30 a 40 vezes mais água do que uma criança de um país em desenvolvimento.

Isto que dizer que o nosso Rastro Hídrico é cerca de 220 litros? Não, porque esse cálculo corresponde ao que usamos de água tratada, para calcular o quanto usamos de água diariamente, devemos incluir o quanto se usa de água para se produzir o que consumimos. Por exemplo: de acordo com a Waterfootprint.org, um quilo de carne exige 16 mil litros de água para ser produzido; uma xícara de café, usa 140 litros e um quilo de milho usa 900 litros.  Portanto, o nosso Rastro Hídrico diário é muito, mas MUITO maior que 220 litros de água!

Só que não deveríamos nos preocupar porque o nosso planeta é coberto de água, certo? Errado. Há, na verdade, uma abundância de água salgada, imprópria para o consumo. estas águas perfazem 98% da água do planeta. Dos demais 2% de água doce, 69.7% está presa em geleiras, 30.1% no subsolo, 0.86% congelada nos solos, 0.04% no ar e míseros 0.3% em rios, lagos e pântanos! Isso sem contar o tanto destes 0.3% de 2% que estão contaminados…

Por isso, além de pensarmos sempre nas nossas emissões de carbono, também é importante nos lembrarmos da água.

Fontes: Waterfootprint.org, UNWater

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Co-estrelando: Carlos Hotta

Por: Paula Signorini as 20:18 | 26.05.08 | em: Rastro de carbono

É com imenso prazer que apresento a vocês o primeiro colaborador do Rastro de Carbono: Carlos Hotta.

O Carlos também é biólogo e, além de, a partir de agora, publicar no Rastro de Carbono, também publica no joguinhos viciantes, o blog de jogos do hitechlive e no brontossauros em meu jardim. Resumindo: um blogueiro de carteirinha.

Vou deixar o próximo post pro Carlos se apresentar e apresentar o que pode fazer como colaborador do Rastro de Carbono.

Diz aí, Carlos!

P.S.: Por último, e definitivamente o mais importante, o Carlos é a pessoa com quem eu, além de dividir os posts do Rastro, também divido a minha vida.

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Curtas – Florestas

Por: Paula Signorini as 09:03 | 25.05.08 | em: Rastro de carbono

“O desmatamento e a queimada das florestas liberam anualmente cerca de 1,6 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera. Ao lado da queima dos combustíveis fósseis – que emite entre 6,4 e 7,2 bilhões de toneladas –, a destruição da floresta está entre os grandes responsáveis pela concentração de gases de efeito estufa que causou, nos últimos 50 anos, um aumento de 1,7ºC na temperatura média da Terra.”

Paulo Artaxo – professor titular e chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo.

Fonte: Agência FAPESP

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Recomendo – livro

Por: Paula Signorini as 17:58 | 24.05.08 | em: Rastro de carbono

Conheci esta semana um livro fantástico: Imagens que contam o mundo, de Eric Godeau, editado no Brasil pela Edições SM.

“Imagens que contam o mundo” traz uma série de fotografias que contam a nossa história, desde 1950 até 2007. Entre a recostrução da Europa pós-guerra, apartheid , Guerra Fria, Gagarin, Pelé The Beatles, movimento feminista, João Paulo II em Auschwitz, independência da Palestina, queda do muro de Berlim, Mandela presidente, globalização, surgimento do Euro, e muito mais, os anos 2000 chegam cheios de tecnologia e hábitos arcaicos.  Tragédias ambientais como o cliclone Katrina, tsunami, megalópoles megapoluídas e aquecimento global. Tragédias não tão aparentes quanto maus hábitos de consumo e obesidade infantil.

Tudo com fotos belíssimas e citações de políticos, celebridades e jornais importantes no mundo. Quer um exemplo?

“Observem esta ervilha. É aqui. É nossa casa. Somos nós. Na história da humanidade, todas as nossas alegrias, nossos sofrimentos, milhares de religiões, de ideologias, de doutrinas econômicas, caçadores, heróis e covardes, criadores, destruidores de civilização, reis e camponeses, jovens casais enamorados, mães, pais, crianças cheias de esperança, moralistas, políticos corruptos, superstars, grandes líderes, santos, pecadores viveram aqui, num grão de poeira suspenso num raio de sol.”

Carl Sagan (1934-1996)

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