Os noticiários nesta semana mostraram um carro lançado no Japão que é, supostamente, movido à água. A notícia impressionou muitos, tanto que até a Reuters lançou um videozinho divulgando o bichinho.
Só que é absolutamente impossível um carro ser movido à água. Sim, a água pode desencadear uma reação química, a água pode diluir um combustível, a água pode ser um produto da reação química que propulsionar o carro mas nunca, NUNCA, vai ser o combustível.
Estaria eu fechando a minha mente às novas tecnologias? Não, meu caro Watson, o problema é que a energia que move os carros está armazenada nas ligações químicas dos combustíveis. Quando queimamos o etanol, por exemplo, estamos misturando esta molécula ao oxigênio, decompondo-a em gás carbônico e água. Usamos a energia das ligações químicas do etanol para impulsionar os pistões do motor do carro.
O problema é que as ligações químicas da água exigem muita energia para se quebrar, mais energia do que elas irão gerar no final. Desta forma não há excesso de energia para mover o carro.
Não foi possível ver nenhum detalhe técnico do carro lançado mas ele pode funcionar assim: o carro contém em seu tanque alguma sunstância que reage fortemente em contato com a água, sódio metálico, por exemplo. Desta forma, ao colocar água no tanque, você tem uma reação que produz energia. Neste caso, porém, o combustível é o sódio metálico e não a água. A água é somente um truque!
Outro argumento é o de que existe uma tecnologia que converte a água em hidrgênio e, depois, o hidrogênio reage com o oxigênio, fazendo água novamente. Santo Newton! Se esta reação funcionasse teríamos um motor perpétuo! Não é preciso dizer que esta sequência de reações não são auto-sustentáveis né?
A mensagem para levar para casa é esta: devemos tentar salvar o planeta obedecendo as leis da termodinâmica…
