Uma nova canção de Glen Hansard & Marketa Irglova

Por: Maurício Ribeiro as 09:27 | 18.03.08 | em: Cinelive

Já se passaram alguns dias desde que o dueto de ONCE, Glen Hansard & Marketa Irglova levaram o Oscar de Canção por “Falling Slowly” do filme de John Carney. Mas hoje, eu tenho exclusivamente uma nova canção de um novo filme do tipo “menino encontra menina” agridoce.

Chama-se “One More Word” e pertence ao filme independente israelita STANGERS, um filme já exibido em Sundance e agora selecionado para o Festival de Tribeca. Aqui Hansard canta e Irglova faz o background.

Confira:


“One More Word”
STRANGERS | Glen Hansard & Markéta Irglová

Guy Nattiv & Erez Tadmor escreveram e dirigiram o roteiro sobre um Romeu israelita encontrando uma Julieta Palestina durante a final da Copa do Mundo de 2006.

Arquivos MP3 gerados pelo Cinemascope.com

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Entre Brownies e Mulgarataths

Por: Maurício Ribeiro as 09:23 | 18.03.08 | em: Cinelive

O interesse em levar AS CRÔNICAS DE SPIDERWICK para as telas surgiu assim que a popular coleção foi publicada, mas seus co-autores, Tony DiTerlizzi e Holly Black, queriam confiar a criação do filme em mãos capazes. Por fim, eles viram em Mark Canton (300) um produtor perfeito para o projeto. “Quando os primeiros livros ficaram prontos e as pessoas nos abordaram para comprar os direitos, tive a sensação de que se tornariam filmes, mas não estou muito acostumado a acreditar que algo de bom vai acontecer comigo”, diverte-se Black.

Quando o produtor e co-roteirista Karey Kirkpatrick (A FUGA DAS GALINHAS) foi abordado pela primeira vez para ajudar a adaptar os livros em um roteiro de cinema, ele imediatamente os leu para os filhos a fim de sentir a reação deles. “Meus filhos ficaram cativados pelas histórias e a possibilidade de eu estar, de alguma forma, envolvido com aquilo”, conta Kirkpatrick. Na hora de escolher um diretor, Mark Waters (SEXTA-FEIRA MUITO LOUCA), especializado em comédias contemporâneas, poderia parecer uma opção inusitada para o material, mas Mark Canton deliberadamente o convidou porque era capaz de fundamentar todos os elementos fantasiosos em uma realidade palpável.

“A idéia que tive para AS CRÔNICAS DE SPIDERWICK foi a de um mundo real em que coisas incríveis acontecem. Mark é o diretor perfeito devido à compreensão da dinâmica entre irmãs e irmãos, mães e filhos e da vida de famílias contemporâneas”, disse o produtor. Waters ficou animado com a oportunidade de fazer um filme de aventura em que as pessoas pudessem facilmente se identificar com os personagens e a história. “Sempre adorei filmes de fantasia e, quando li esses livros, vi a chance de fazer algo que ainda não tinha sido feito – um filme que traz aventura, fantasia e criaturas incrivelmente interessantes, mas que não se passa em uma terra distante”, observa Waters.

Segundo o produtor, o diretor fez um excelente trabalho reunindo um belo e eclético elenco. O protagonista, Jared Grace, interpretado por Freddie Highmore (A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE), está em um ponto crítico de sua vida e é através dessa extraordinária aventura que ele encara e aceita seus sentimentos em relação à separação dos pais. “Ele foi muito afetado pelo divórcio – está com raiva e não esconde seu amargor, principalmente ao interagir com a mãe e os irmãos. Mas, no fim, essa incrível jornada, em que ele basicamente salva a família, resulta também em sua cura”, explica Mark Waters.

Helen Grace, interpretada por Mary-Louise Parker (TOMATES VERDES FRITOS), acabou de se separar do marido quando se muda para a velha propriedade da família, uma casa vitoriana dilapidada de seu tio-avô, Arthur Spiderwick. Ninguém está feliz com a mudança, mas ela tem como aliada a filha, Mallory (Sarah Bolger). “Mallory é como uma pequena mãe. Ela sabe por que o divórcio aconteceu, mas inicialmente não compartilha isso com os irmãos – ela os protege muito, mesmo considerando que eles a eulouquecem, principalmente Jared”, revela o diretor.

O irmão gêmeo de Jared, Simon Grace – também interpretado por Freddie Highmore –, é o mais estudioso dos irmãos, e sua silenciosa determinação e atenção a detalhes tornam-se grandes atributos quando a família está em perigo. Completando a família, o ator David Strathairn (BOA NOITE E BOA SORTE) vive Arthur Spiderwick.

O filme conta também com as diversas criaturas em que as crianças esbarram ao longo da história: do “brownie” (duende da casa) de 23 centímetros Thimbletack a Mulgarath, um assustador ogro de 3 metros dublado por Nick Nolte. “E há também todas as criaturas intermediárias”, explica o diretor. “São goblins, ninfas e goblins do bem, como Hogsqueal, aliado das crianças.” Hogsqueal é dublado – com muito humor e diversos barulhos inadequados – pelo ator Seth Rogen (LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS).

Mark Waters ficou impressionado com o trabalho dos jovens atores do filme. Freddie Highmore é inglês e Sarah Bolger, irlandesa. Ainda assim, observa o diretor, “Quando você os ouve no filme, só consegue captar um bom sotaque da Nova Inglaterra, resultado de seus dons, da extensa pesquisa que fizeram e do constante treino de dialeto. Esses papéis exigem muito, então precisamos chamar artistas que tivessem profundidade, alma e inteligência. Freddie e Sarah têm essas qualidades, e muito mais.” Um dos desafios de Freddie Highmore foi viver dois personagens, cujas diferenças foram bem delineadas pela equipe de produção e pelo próprio ator.

“Queríamos que o público soubesse imediatamente se estavam vendo Jared ou Simon sem torná-los muito caricatos”, diz Highmore. “Os gêmeos têm penteados e estilos de se vestir diferentes. As cores também tiveram um papel importante em distinguí-los. Jared usa jeans e preto ou tons de vermelho, enquanto Simon é mais suave, vestindo roupas conservadoras e muito verde e marrom.”

Já o desafio de Bolger foi aprender esgrima, hobby da personagem Mallory bastante útil quando os irmãos tentam espantar os goblins. “Mallory é muito determinada, e foi divertido retratá-la, especialmente nas cenas de luta de espada”, ela diz. “Mas, no fim das contas, o que eu realmente gosto nela é que Mallory é uma boa irmã e, eu acho, uma boa filha.” Houve momentos, no entanto, que Bolger lembra com menos afeição – principalmente a parte relacionada a suco de tomate e aveia, que, juntos, são letais aos goblins e, depois de um dia no set, pouco agradáveis também a humanos.

“Há uma cena em que os goblins estão correndo atrás de nós e temos que ir até a cozinha para nos proteger”, conta a atriz. “Então, enchemos o forno de suco de tomate e aveia e acendemos o fogo para que exploda e acabe com eles. Foi uma grande cena e o resultado foi brilhante. Mas aquilo fede muito, e a cozinha ficou coberta por uns 7 centímetros de suco de tomate. Foi nojento!”

A Misteriosa Mansão Spiderwick

A propriedade de Spiderwick também é um verdadeiro personagem do filme. O que a princípio parece ser uma velha e isolada mansão precisando de muitos reparos, lentamente revela uma fascinante e misteriosa história. Criaturas estranhas escondem-se nas paredes, e outras ainda mais esquisitas tentam entrar para roubar o estranho e potencialmente perigoso Guia de Campo, resultado de uma grande pesquisa de Arthur Spiderwick. Muitos acontecimentos essenciais do filme se desenrolam ali (tanto no passado quanto no presente) e por isso o desenhista de produção James Bissell (300) precisou desenhar a casa de maneira que o público pudesse apreciar a forma como ela era e o que permanece especial sobre ela nos dias de hoje.

Para isso, ele se baseou no trabalho do designer inglês William Morris e no movimento Arts & Crafts do final do século 19, conhecidos pela ênfase em temas orgânicos. Outra inspiração, é claro, foi a própria coleção As Crônicas de Spiderwick. “Os livros são fantásticos. Eu já os conhecia porque meus filhos adoram, e foi isso que me atraiu ao projeto em primeiro lugar. As ilustrações de Tony são simplesmente fabulosas. Quando eu estava trabalhando no filme, mantive os desenhos dele pendurados na parede para que me inspirassem. Eles sempre traziam alguma informação relevante”, conta Bissell. A casa precisava refletir o interesse de Arthur Spiderwick pelo mundo encantado, pedindo uma locação bastante isolada na área de Montreal, Canadá, onde o filme foi rodado.

“Encontramos uma bela clareira em um parque chamado Cap-Saint-Jacques, onde havia uma pequena cabana, provavelmente construída nos anos 50. A cidade e o parque graciosamente deixaram que nós a demolíssemos para construir outra casa ali”, revela o desenhista de produção. A partir daí, a equipe construiu um elaborado “casco” da casa. “Ele tinha quatro andares e uma torre – era uma estrutura de 360 graus cercada por uma floresta, que também foi utilizada no filme. Construímos, além disso, o piso térreo, incluindo entrada, salão, biblioteca e escada para o segundo andar. E também partes de janelas do segundo e terceiro pisos para tomadas em câmera subjetiva, assim como a torre interior, para que as crianças pudessem correr para dentro e fora dela.”

O trabalho continuou nos estúdios, onde o térreo foi replicado para todas as complicadas tomadas em que Mulgarath invade a casa e os goblins fazem seu ataque final. “Também construímos um segundo andar onde ficam os quartos das crianças e criamos a clareira dos goblins, incluindo uma grotesca árvore em que vemos Mulgarath pela primeira vez”, explica Bissell. E, se a casa é um personagem e o set chave do filme, então o Guia de Campo tem que ser seu principal elemento cenográfico. Seguindo o design geral de Bissell, o Departamento de Arte criou o Guia de Campo usando diários do início do século 20 como modelos. Eles também pesquisaram amostras de escritas à mão e desenvolveram uma fonte que usaram para a própria letra de Arthur Spiderwick. Além do livro, outro importante elemento de cena é a pedra da visão, que, unida a diversas lentes, permite que as pessoas vejam o mundo invisível e encantado descrito no Guia de Campo – e todas suas estranhas criaturas.

É precisamente um equilíbrio único entre fantasia e realidade que separa AS CRÔNICAS DE SPIDERWICK de outros filmes de aventura. Ele é mais obscuro, assustador e muito mais fincado no mundo real. “A idéia foi ter um mundo de verdade em que coisas inexplicáveis e muitas vezes assombrosas acontecem. O que mantém o filme real e o faz ressoar é que estamos lidando com uma família de verdade, pessoas com verdadeiros problemas que, através dessa aventura, conseguem encontrar mágica dentro de si mesmas”, explica o produtor Mark Canton.

O ator Freddie Highmore sintetiza: “Acho que os mais jovens vão gostar da jornada a um mundo novo e fantástico, que é mágico e eletrizante. Já os pais vão gostar dos temas mais adultos e dos altos e baixos emocionais pelos quais a família passa. É um filme para todos.”

Cortesia: Paramount Pictures

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Confira o trailer de ZELDA: O FILME

Por: Maurício Ribeiro as 15:32 | 14.03.08 | em: Cinelive

Em 1998 a Nintendo lançava um game que se tornaria um de seus mais bem-sucedidos RPGs e, talvez, um de seus principais jogos: “Zelda: Ocarina of Time”. Agora, quase 10 anos depois, um grupo de fãs estão adaptando a história para o cinema e, sinceramente, o filme promete grande sucesso de bilheteria pela própria curiosidade e natureza do projeto.

Pelo trailer, percebe-se que trata-se de um filme B, amador, de orçamento limitado, e repleto de boas intenções. Mas Zelda é Zelda e apesar de tosco, eu pagaria para ver. Confira o site do filme aqui e o trailer logo abaixo:

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Notas de um Olhar Surreal

Por: Maurício Ribeiro as 09:52 | 14.03.08 | em: Cinelive

A trajetória dO OLHO DO MAL teve início quando a C/W Productions comprou os direitos para uma versão americana do filme asiático de 2002, THE EYE. A partir daí, um novo roteiro foi criado por Sebastian Gutierrez (SERPENTES A BORDO). Gutierrez resume bem a tarefa que encarou: “Há uma linha tênue quando se reinterpreta um filme que já obteve sucesso internacional. É um desafio constante aprimorar a fonte original e manter a integridade da história.”

Apesar de trazer elementos sobrenaturais, o enredo dO OLHO DO MAL é focado em um fenômeno científico verdadeiro conhecido como memória celular: Pessoas que passam por transplantes de órgãos podem herdar comportamentos do indivíduo de quem receberam o órgão. Alguém pode receber o órgão de um fumante e, conseqüentemente, sentir um desejo estranho de fumar. Ou pode se ver estranhamente atraído por esportes, descobrindo depois que o doador era um fanático por esportes. É claro que O OLHO DO MAL é uma ficção, mas o filme explora um fenômeno real, só que de forma sobrenatural.

Na busca de um diretor para o projeto, a dupla francesa David Moreau e Xavier Palud, aclamados internacionalmente por ILS, thriller que escreveram e dirigiram sobre um jovem casal aterrorizado por forças ocultas na zona rural francesa. “Gostamos do fato de poder trabalhar no que não é tão obviamente sobrenatural. Tivemos a grande oportunidade de brincar com a mente do público, mostrar coisas que as pessoas não saberiam dizer se eram reais.” Os diretores estavam decididos a manter uma visão ambígua da sanidade de Sydney.

A personagem convence-se de que as visões aterrorizantes que tem após a cirurgia são reais, mas seu médico e sua irmã não podem deixar de concluir que na verdade ela está passando por um surto psicológico. Segundo a atriz escalada para viver Sydney, Jessica Alba (QUARTETO FANTÁSTICO), “Essa história assusta de uma forma diferente porque o público nunca tem certeza se minha personagem está realmente vendo coisas ou se está apenas enlouquecendo. Isso permite que as pessoas se coloquem no lugar de Sydney.”

Para encarar a difícil tarefa de convencer as pessoas de que a protagonista é, além de uma talentosa violinista, deficiente visual, Alba começou a se preparar para o papel quatro meses antes do início das filmagens. O roteiro trazia uma série de cenas em que as habilidades de Sydney no violino eram mostradas, e os diretores estavam determinados a exibir Jessica realmente tocando o instrumento, e não apenas imitando performances musicais. “Comecei a ter aulas de violino enquanto ainda gravava QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO”, conta Alba. “Fiquei meses treinando só para aprender a segurar o arco e o violino apropriadamente e isso foi apenas metade da batalha. Toco peças clássicas complicadas no filme, então precisei mesmo aprender as notas.”

Retratar uma mulher cega foi igualmente desafiador. Alba morou um tempo em uma instituição para deficientes visuais no Novo México e recebeu treinamento: “Jessica encarou o programa como qualquer outra pessoa que perde a visão faria. Os funcionários a ajudaram a ganhar confiança para interpretar uma pessoa cega convincentemente.” Alba também buscou inspiração em uma jovem artista do meio musical, cega desde a infância. “Passamos um tempo juntas e eu pude ver como ela interage com as pessoas, anda pela rua, descobre onde está e se movimenta com tanta facilidade.” A experiência corrigiu muitas idéias erradas que a atriz tinha sobre cegueira. “Muita gente, e eu me incluo nisso, não sabe o que realmente é ser cego. Eu tinha impressão de como devia ser, mas essa mulher mudou o que eu pensava. Ela convive com pessoas que enxergam, compete com elas por empregos e vence.”

O OLHO DO MAL foi rodado em uma fábrica semi-abandonada transformada em estúdio e em dez locações, incluindo a velha estação ferroviária de Santa Fé, o centro de Albuquerque, a pista de corrida de carros de Albuquerque e o povoado Isleta Pueblo. A produção foi então para Los Angeles, filmando no centro da cidade e no Royce Hall da UCLA, entre outras locações.

Ao criar o apartamento de Sydney, os corredores do apartamento são curvados o suficiente para o público não ver o que está por vir, brincando com a idéia de que o desconhecido é tão amedrontador – ou mais ainda – do que aquilo que podemos ver. O cinegrafista Jeffrey Jur também ajudou a revelar o mundo de Sydney, mas sob o ponto de vista da própria personagem. Usando uma combinação de técnica de iluminação e inovador design de lentes, Jur permite que o público enxergue através dos olhos da protagonista, mantendo a sensação de que ela está constantemente na escuridão.

Acrescentando os toques finais do filme, surgem a trilha sonora de Marco Beltrami (OS INDOMÁVEIS) e o desenho de som do três vezes vencedor do Oscar® por DREAMGIRLS – EM BUSCA DE UM SONHO, CHICAGO e FALCÃO NEGRO EM PERIGO Mike Minkler.

Os diretores observam: “Antes da cirurgia, Sydney Wells percebe o mundo através de sons. Seus outros sentidos precisam compensar a falta da visão, então, ao longo do filme, é importante dar ao público a mesma acuidade que ela tem, ajustando níveis de música e efeitos sonoros para passar os detalhes daquilo que Sydney escuta, coisas que o ouvido padrão provavelmente não conseguiria captar.”

Para Moreau e Palud, os elementos dO OLHO DO MAL, das atuações à trilha e imagens, foram cuidadosamente reunidos principalmente nas eletrizantes cenas finais do filme, que levam todos à aflição. O desfecho dá um sentido ao caminho de ida e volta de Sydney à loucura. “Acho que o público chegará com a idéia do que vai ver, e sair com outra sensação”, diz Jessica Alba. “Esse filme é muito mais rico do que parece, e espero que as pessoas se sintam mais ligadas a ele do que esperam.”

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Horton e o Mundo dos Quem!

Por: Maurício Ribeiro as 14:01 | 11.03.08 | em: Cinelive

HORTON E O MUNDO DOS QUEM! é um deleite. Repleto de cores e sagacidade, o filme transporta o público para o interior da incrível imaginação do Dr. Seuss (“Grinch”), por meio de uma obra-prima de computação gráfica.

O filme, tal como o livro de Seuss, apresenta um elefante cheio de imaginação chamado Horton (Jim Carrey), que vive na selva de Nool e ouve um pedido de ajuda vindo de uma partícula de poeira que flutua no ar. Embora Horton ainda não saiba, tal partícula abriga toda uma cidade chamada Quemlândia, habitada por seres microscópicos, liderados pelo Prefeito (Steve Carell). Apesar de ridicularizado e ameaçado por seus vizinhos, que acham que ele ficou maluco, Horton está determinado a salvar a partícula, pois “uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho que tenha”.

Horton é diferente de qualquer elefante já visto anteriormente. Ele é extraordinário e, sob muitos aspectos, vai além de seu corpanzil; possui um grande coração, uma grande personalidade e um grande senso de humor. Horton se distingue por sua gentileza, confiabilidade e perseverança. Apesar da imensa adversidade, do ridículo, da condenação e das ameaças, a determinação de Horton em garantir a segurança de Quemlândia permanece intacta. Ele é sempre fiel… cem por cento.

E assim o filme dá oportunidade de cada personagem mostrar seu valor e seu ponto de vista original. Um belo trabalho dos cineastas Jimmy Hayward & Steve Martino que impregnam cada experiência surreal entre os dois mundos paralelos com muito suspense, comédia e ritmo. Do conceito de arte até a música e som de John Powell e Randy Thom, tudo contribui para tornar HORTON E O MUNDO DOS QUEM! num deslumbrante passeio entre a imaginação fértil de Seuss e a glória dos desenhos animados.

Rating: 82

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Quem é quem em quemlândia… E o que é noo em nool

Por: Maurício Ribeiro as 13:58 | 11.03.08 | em: Cinelive

Horton é diferente de qualquer elefante que já tenhamos visto anteriormente. Ele é extraordinário e, sob muitos aspectos, vai além de seu corpanzil; possui um grande coração, uma grande personalidade e um grande senso de humor. Horton se distingue por sua gentileza, confiabilidade e perseverança. Apesar da imensa adversidade, do ridículo, da condenação e das ameaças, a determinação de Horton em garantir a segurança de Quemlândia permanece intacta. Ele é sempre fiel… cem por cento. E assim é HORTON E O MUNDO DOS QUEM!

Jim Carrey adiciona bem mais do que seus talentos de super-astro no papel de Horton. “Jim tem um entusiasmo e um humor impressionante, o que ajudou a manter Horton tão doce e amável quanto nos livros”, conta o diretor Jimmy Hayward. “Ele é criativo e apaixonado, e realmente mergulhou no personagem”.

Hayward continua: “Jim se entrega por inteiro a tudo o que faz. Ele interpreta cada cena exatamente como o faria se estivesse diante das câmeras, e nos deu grandes dicas para a atuação de Horton. Portanto, pudemos extrair uma quantidade incomum de características do personagem a partir do desempenho de Jim ao dublá-lo”.

Dada a expressividade de Carrey, não é surpresa que tenha influenciado o visual de Horton. Dave Torres, principal responsável pela animação, conta: “Nos estágios iniciais do desenho, Horton apresentava uma boca menor. Porém, quando Jim assumiu o personagem, ele se tornou muito expressivo; de fato, Jim nos levou a alargar os limites de expressividade de um personagem de animação”.

A principal relação de Horton na história é com o Prefeito de Quemlândia, a quem Horton nunca vê e que, por sua vez, também não pode vê-lo. Ainda assim, eles formam uma dupla notável, repleta de entusiasmo, amizade e humor, embora os riscos que correm sejam de vida ou morte. Enquanto Horton empreende sua jornada para garantir segurança a Quemlândia, o Prefeito – voz de todos os habitantes da cidade – arrisca tudo para convencer seus eleitores dos perigos futuros.

O Dr. Seuss apresenta o Prefeito de forma memorável como “devotado, justo e um pouco esquisito”. O Prefeito e sua esposa tem crianças de sobra. E como! São pais orgulhosos de 96 filhas e um filho. A prole é apresentada num desfile interminável em que estão sentados em cadeiras ligadas a uma correia de transmissão, que circula em torno da mesa, de forma que cada um tenha uma audiência breve, porém impactante, com o Prefeito; É uma procissão imaginativa que reporta a uma cena de um musical de Busby Berkeley.

Steve Carell, segundo o também diretor Steve Martino, empresta a todos os seus personagens um senso de humanidade, como o eternamente ingênuo chefe de escritório Michael Scott em uma série de TV, e, agora, o assediado e pressionado Prefeito. “Todos os personagens de Steve possuem um coração belo; você torce por eles”, observa Martino.

“Gostamos de ver os personagens de Steve na luta”, acrescenta Jimmy Hayward. “Vê-lo ‘rodar pratos’ é um prazer. Ele introduz a dose certa de ‘Steve’ em cada linha do diálogo. É o Quem que a gente realmente passa a conhecer; assim, você deseja se identificar com ele, e graças a Steve, você o faz”.

Carell descreve o Prefeito: “Ele é gentil, generoso, bem-intencionado, com muita coragem interior. Ele é um homem comum, um cara tentando fazer o melhor numa situação difícil”. O ator reconhece particularmente as bases filosóficas de Horton ao insistir em que uma pessoa é uma pessoa, não importa seu tamanho. “Isso realmente diz respeito ao mundo que nos cerca – não importa o quão diferentes sejamos por fora, se houver decência, cuidado e compromisso, as coisas podem ser realizadas. É uma mensagem boa, doce, sólida, baseada na gentileza. E é isso que eu amo nele”, diz Carell.

O orgulho e a alegria do Prefeito estão em seu filho Jo-Jo, o menor morador de Quemlândia. O Prefeito tem grandes planos para seu pequeníssimo filho, e o prepara para dar continuidade ao legado da família, assumindo a liderança da cidade quando o Prefeito se aposentar. Jo-Jo, porém, deixou absolutamente claro que não pretende assumir a carreira do pai. Em vez disso, o jovem taciturno persegue algo muito, muito diferente e especial.

A maior ameaça à busca de Horton – e, por sua vez, à sobrevivência de Quemlândia – é a Canguru, que “criou todas as leis e impôs todas as regras, proclamando-se líder da floresta de Nool”. Ela possui um temperamento azedo e uma mente fechada, e insiste em que “se você não consegue enxergar algo é porque isso não existe”. A filosofia fechada da Canguru gera conseqüências potencialmente graves para Horton, para o Prefeito e para toda Quemlândia.

No entanto, será ela uma vilã? Martino não está tão certo assim. “Ela possui sua ideologia, não é uma vilã. Ela é equivocada, mas não maldosa”, ressalta.
Em uma cena memorável, a Canguru, no melhor estilo “tirana da selva”, profere um sermão – na verdade ela grita com toda a força de seus pulmões – sobre a impossibilidade da existência de Quemlândia. A seqüência utiliza toda a impressionante capacidade vocal e o talento cômico da legendária Carol Burnett, que assume o papel interpretando-o no seu estilo. “Carol tem dutos!”, diz Hayward da atriz, cujos momentos memoráveis de sua longa carreira de variedades televisivas incluem um “grito de Tarzan” que prenuncia suas vocalizações como a Canguru. “Há um sentido muito libertador em gritar com a força máxima dos seus pulmões… e ainda ser pago por isso”, diz ela.

Voltando ao assunto da alegada perversidade da Canguru, Burnett aponta: “Quando você interpreta um vilão, não vê o personagem como perverso. O vilão não se enxerga como maldoso. Ele vê a parte boa, ou seja, que é justo em seus sentimentos e pensamentos. E que, se todos simplesmente o ouvissem e concordassem com ele, o mundo seria maravilhoso”.

“A Canguru é muito controladora e teimosa”, admite Burnett. “Ela governa a floresta com punhos de aço. Manteve seu filho Rudy em sua bolsa por, bem, muito tempo; ela não permitia que ele saísse do ‘quarto’”. (Algumas crianças se sentem prisioneiras dos pais; é possível que a queixa de Rudy seja legítima).

O braço-direito da Canguru é Vlad Vlad-I-Koff, um enorme urubu de traseiro preto, penas oleosas e retalhadas e um bico grande e irregular. Fala com forte sotaque -russo. Vlad não é um gênio do mal, ele é somente maldoso. “Vlad se move como um lagarto ou um morcego”, diz Jimmy Hayward. “Tudo para ele é baseado no instinto. O personagem é uma estranho mistura de influências culturais engraçadas. É como um gangster de conjunto esportivo marrom aveludado, usando correntes de ouro.

Will Arnett (Arrested Development), que interpreta Vlad, comenta que o personagem é “uma espécie única de pássaro, um sujeito perigoso, um matador de aluguel. Pensa que é descolado, mas está ultrapassado. Ele acha que está no topo da última moda da cultura pop”.

“Sinto-me atraído por personagens ligeiramente arrogantes e também bem idiotas”, continua Amett. “Essa é uma boa combinação. Não para a vida, mas para a comédia. Para a vida, é realmente uma combinação triste. Eu adoro pessoas super-arrogantes e, ainda assim, sem consciência de quão idiotas são”.

Vlad pode não ser o bico mais afiado da selva, mas representa uma ameaça para Horton e para Quemlândia. Ele consegue entrar e sair das árvores como um guerreiro X-Wing – você quase ouve os motores a jato –, e em uma seqüência eletrizante ele caça Horton pela selva. “Construímos a cena como um filme de terror clássico”, comenta Hayward. “Não é, certamente, uma cena sangrenta ou de terror, mas apresenta bastantes risadas e surpresas”.

A cabeça do clã Wickersham é Yummo, interpretado pela voz de Dan Fogler, vencedor do Tony, que duplica seu prazer fazendo também o papel de Presidente do Conselho de Quemlândia. Fogler divertiu-se com os dois papéis, mas declara que Yummo é mais próximo de seu coração. “Eu sou do Brooklyn, e Yummo é Brooklyn, duro e da rua”, explica.

Não faltam adversários a Horton. Porém, ele tem um melhor amigo e confidente em Nool: Morton, o rato, que tenta agir como voz da razão para seu camarada grandalhão. “Bem, você está falando com uma planta, e isso não me parece legal”, avisa o roedor experiente a Horton. Seth Rogen, um dos mais brilhantes atores e roteiristas da comédia atual, empresta ao personagem sua especial sensibilidade torta. “Morton pode ser suscetível a pressões de seus pares”, diz a estrela de Ligeiramente Grávidos e ator e roteirista de Superbad – É Hoje.

“De volta a Quemlândia, enquanto o Prefeito tenta convencer os habitantes sobre os perigos que a cidade enfrenta, a esposa do Prefeito, mãe equilibrada de 97 filhos, mantém um clima de harmonia em casa. A forma aparentemente tranqüila com que a personagem lida com explosivos assuntos domésticos agrada a qualquer pai; certamente agrada a Steve Marino. “Tenho duas crianças e isso é um desafio”, comenta. “Imagine lidar com 97!”

Amy Poehler, de Saturday Night Live , esposa de Vlad Vlad-I-Koff na vida real – Will Arnett – faz uma personagem engajada que chama a atenção do marido por seu comportamento agressivo, mas sempre o faz com compreensão e senso de humor. “Amy interpreta a personagem de maneira contemporânea e real, porém com uma pequena ponta de ironia”, comenta Martino.

Ela conta: “Fiz muitos papéis malucos em minha carreira, muitas personagens conturbadas. Sally, no entanto, é bastante estável. Ela mantém o marido com os pés no chão de um modo muito gentil. Ela precisa fazê-lo, pois é a cabeça dessa família gigantesca. Ela é a caixa de ressonância de seu marido. Porém, está um pouco preocupada com ele; será que está ficando maluco com essa corrida frenética atrás de avisos de uma possível maldição?”

Apesar das dúvidas de Sally, há realmente algo errado em Quemlândia. Para confirmar suas suspeitas, o Prefeito procura a Dra. Mary Lou LaRue, cientista amalucada, porém inteligente, da Universidade de Quem. A Dra. LaRue usa óculos de segurança grossos, cabelos grandes de um vermelho escuro, e lhe faltam certas habilidades sociais básicas. Tudo para ela tem a ver com a ciência. Isla Fisher, que circula facilmente entre comédias como Penetras Bons de Bico e dramas como O Vigia, observa que Mary Lou é a única Quem (além do Prefeito) que “conhece totalmente as ramificações das mudanças climáticas repentinas de Quemlândia (originárias das perigosas viagens de Horton através de Nool). Ela foi a primeira a aderir às crenças do Prefeito sobre potenciais maldições e penumbras”. Do alto de seus 1,57 metro, a estrela pequenina acrescenta: “O ditado de que ‘uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho’, é de relevância particular para mim”.

Do inteligente ao…nem tanto. Conheça os Wickershams, um clã de símios com uma mentalidade humana muito familiar. “Eles são, em essência, um bando de caras engraçados”, diz Hayward. “Não são vilões clássicos. Mas quando as coisas começam a ficar difíceis para Horton, os Wickershams se divertem. Eles vivem no lado sombrio da natureza humana”.

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Eu Sou A Lenda, Final Alternativo – Vazou!

Por: Pedro Teixeira as 15:09 | 06.03.08 | em: Cinelive

Essa notícia foi nada no blog do meu amigo e parceiro de rede, Reru, do Eita Preula, é isso mesmo, Eu Sou a Lenda, em dvd tem um final alternativo, o DVD ainda não foi lançado (18 de março), mas o final vazou e nós como somos cinéfilos mais loucos e descabelados (inclusive o Reru que teve um trabalhão pra colocar o vídeo) é isso galera, confira, antes que o vídeo seja bloqueado com já …

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