Critica – O Orfanato

Por: Pedro Teixeira as 15:09 | 19.03.08 | em: Cinelive

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O Orfanato

Confesso que quando o filme foi lançado não me chamou muita atenção, por mais que fosse uma obra de Guillermo del Toro, que fez Hellboy e o Labirinto do Fauno. Pra quem não sabe Guillermo é Mexicano, e O Orfanato foi rodado na Espanha, mas especificamente em Barcelona, em espanhol com atores espanhóis. Aqui o filme fez bastante barulho (moro na Espanha).

O maior prêmio que se pode conseguir por aqui é o Goya, e claro, O orfanato estava indicado para melhor filme e estranhamente perdeu o premio para ‘La Soledad’. Quando eu soube da notícia não dei muita importância, mas depois de ter visto os dois filmes me deparei com a realidade artística de sempre. Em minha opinião ‘La soledad’ é chato e demasiado artístico até mesmo para os mais cinéfilos. Tentam ser bastante realistas e em certo ponto conseguem, porém com uma produção e estilo de filmagem cansativa, em alguns momentos ruins. Basicamente os editores optaram por usar o efeito de câmera estática, cada cena só se via de um único ângulo, e outro recurso muito usado (quase o filme todo) é o de colocar duas cenas ao mesmo tempo, dividindo assim a atenção e literalmente a tela.

Já O orfanato vem com características muito conhecidas no cinema Hollywoodiano, devido ao fato do diretor já ter trabalhado muito por ali, quando vi o trailer pensava que seria apenas mais um filme de suspense com fantasmas e uma casa assombrada, mas eu felizmente me enganava, o filme surpreende em qualidade, seja visual, diálogos e até mesmo na quebra de alguns tabus do gênero. Figurando assim o lugar de melhor filme visto por mim, produzido e feito na Espanha.

Idéia geral do filme;

Laura vivia em um orfanato quando criança, mas não demorou muito para que fosse adotada. Passado muitos anos retorna ao seu antigo lar com seu marido e seu filho único. A idéia da família é construir um lar para deficientes físicos e também viver na casa ajudando a cuidar das crianças deficientes. Depois de estranhos acontecimentos seu filho é dado por desaparecido, após 6 meses de busca sem sucesso, coisas cada vez mas estranhas começam a acontecer na casa.

Vamos ao que interessa;

As atuações do filme estão impecáveis, efeitos visuais no estilo mais típico de Hollywood, nesse quesito não se preocupe o filme vale a pena de ser visto. O roteiro é bom, até mesmo surpreende em alguns momentos, mas não assusta -tudo bem que eu sou meio sangue frio né – O filho é peça chave, quando ele começa a mostrar seus sintomas de ‘estranheza’ nós (que estamos vendo) já vamos maquinando o que pode acontecer na próxima cena. Felizmente, é um pouco difícil de adivinhar, por mais que o filme tenha se alimentando dos mais variados filmes de suspense, alguns dos clichês não estão presentes, pelo menos (se estão) de forma diferente. A trama se desenrola facilmente, e quando menos se espera já esta no seu ponto máximo, a forma com que tudo vai se resolvendo (ou se complicando) é fácil de acreditar, e não causa nenhuma estranheza, sem dúvida com um ótimo desfecho.

Spoilers
Um dos destaques do filme ( na minha opinião ) é a cena em que Laura chama uma paranormal para visitar sua casa, bem engenhosa, com efeito de câmera noturna, vários aparatos tecnológicos estranhos, eles fazem uma espécie de regressão espiritual onde a médium consegue ver a casa tal como era, e os espíritos que ali habitam, sem dúvida uma das melhores cenas, que dá arrepios.

Tá ai, O orfanato, uma obra que conseguiu sair do habitual cinema espanhol, isso mesmo, o cinema espanhol tem o mesmo problema que o Brasileiro vem tendo há anos, filmes que falam da política, pobreza e coisas características do país, com algumas exceções que apenas se aplicam ao ramo da comédia. Dessa vez conseguiram uma história que poderia acontecer em qualquer país, sem nenhuma pretensão política, é um filme de suspense, feito para passar alguns bons momentos no cinema ou no DVD da sua casa.

Nota: 8/10

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Novidades no elenco de Street Fighter

Por: dmitry as 13:57 | 19.03.08 | em: Cinelive

Street Fighter

Alguns destes nomes já eram conhecidos, mas outros acabam de ser adicionados. Um dos primeiros atores ligados ao projeto foi Michael Clarke Duncan (Sin City) que será Balrog. Outros confirmados são Chris Klein (Rollerball) como Nash e Rick Yune (Velozes e Furiosos) como o treinador de Chun-li, que será interpretada por Kristin Kreuk (da série Smallville). Novos atores adicionados ao elenco são Taboo, do grupo Black Eyes Peas, que será Vega e Neal McDonough (Minority Report) como M. Bison.

Eu ainda estou com certo receio por este filme. Primeiro pela péssima adaptção feita em 1994 com Van Damme no elenco e segundo porque games geralmente dão vida a filmes terríveis, jogos de luta então nem se fala. Só nos resta torcer.

 Street Fighter: The Legend of Chun-li tem estréia marcada para 2009.

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Toma Pedrada! 10 000 antes de Cristo parece show do Beto Carrero

Por: Willian Mendes as 13:49 | 19.03.08 | em: Cinelive

O poster do filme - até engana!!A pessoa vai confiar no que passa na MTV. Quem mandou? Bem feito! Estava eu assistindo ao canal musical, quando começa então uma entrevista da Marina Person com Camila Belle (quem?), uma americana descendente de brasileiros, que fala um português razoavelmente bom, e simplesmente é a mocinha do filme em questão. Ela, obviamente, falou muitíssimo bem do filme, disse de sua preparação para o mesmo, de como fez o personagem crescer de uma pobre moçoila indefesa, para uma mulher de garra e fibra, enfim, todo aquela lenga-lenga que os atores falam em entrevista, ainda mais quando são canastrões – calma, não estou dizendo que a moça é uma canastrona… nem que não é. O que acontece é que, quando a entrevista terminou, fiquei seco de vontade de assistir o filme.

E lá fui eu, alguns dias depois à sessão de cinema, esperando pela aventura mais diferente que eu já tinha visto na minha vida. Resultado final: saí do cinema possuído por uma vontade imensa de gritar “Cinemark, devolva meu dinheiro!!”. O filme é um festival de efeitos especiais, suposições históricas e bichos enormes – certamente feitos em computação gráfica – que dão seus rugidos afugentadores, e todo esse rebu é costurado pela história de uma personagem chamada Evolet (eu esqueci o nome, olhei agora no Google), uma caçadora de relíqui… ops, de mamutes, que vai atrás de seu grande amor, D’Leh (parece nome de divindade do candomb’Leh). Tudo isso é a minha opinião, se você assistiu ao filme e gostou, por favor não me odeie – pelo menos não muito.

Posso dizer que o diretor Rolland Emerich está se superando. Depois de Independence Day, que virou um clássico, ele apareceu com aquela história de O Dia Depois de Amanhã – casco de rir até hoje lembrando aquela cena ridícula dos americanos atravessando em massa a fronteira para o México – e, agora, aparece com essa decepção filmográfica. Certa vez, em uma locadora de vídeo, ouvi um cara dizer que gosta de assistir filmes que tenham atores bem famosos, pois muitas vezes a história não é muito boa não, mas ter artistas famosos no elenco ajuda bastante. Pois é, cara pálida. Nem isso esse filme tem!! Steven Strait e Camilla Belle são nomes que eu só vi que já tinham feito alguma coisa antes quando fui dar uma olhada na internet.

Enfim, um forte candidato ao Framboesa de Ouro do Ano que vem. Alguém aí sabe quanto custa uma reserva no Beto Carrero World?

 Não… não é o Lenny Kravitz
Casal em apuros - bonito dread, hein pessoal!

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Luto: A Odisséia de Clarke

Por: Maurício Ribeiro as 10:41 | 19.03.08 | em: Cinelive

Arthur C. Clarke, autor de quase 100 livros, morreu aos 90 anos de idade. Clarke foi um promotor ardente da idéia de que o destino da humanidade situa-se além dos limites do planeta Terra. Tal visão foi apresentada na sua forma mais vívida em 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, o filme clássico de ficção científica que criou com Stanley Kubrick.

A Guerra Fria compõe o pano de fundo de 2001. A sua gênese foi um conto chamado “The Sentinel” (”A Sentinela”), publicado pela primeira vez em uma revista de ficção científica em 1951. Ele fala de um artefato alienígena encontrado na Lua, uma pequena pirâmide cristalina que os exploradores da Terra destroem ao tentarem abri-la. Um dos exploradores percebe que o artefato era uma espécie de sinalizador para a eventualidade de mau funcionamento. Ao silenciá-lo, os seres humanos indicaram a sua existência aos distantes criadores da máquina.

Na primavera de 1964, Stanley Kubrick, que acabava de triunfar com o seu filme DOUTOR FANTÁSTICO, conheceu Clarke em Nova York, e os dois concordarem em fazer o “proverbial filme de ficção científica verdadeiramente bom”, baseado em “The Sentinel”. Isso levou a uma colaboração de quatro anos. Clarke escreveu o livro e Kubrick produziu e dirigiu o filme. Ele conta com crédito conjunto no roteiro.

Muitos críticos ficaram desconcertados com o filme, especialmente com a cena final na qual um astronauta que foi transformado por alienígenas retorna à Terra como uma “Criança-Estrela”. No livro o astronauta demonstra os seus novos poderes detonando do espaço todo o arsenal de armas nucleares soviéticas e norte-americanas. Assim como em grande parte do roteiro, esta conclusão não ficou clara no filme, do qual Kubrick cortou a maior parte do material explicativo.

Como escritor de ficção, Clarke foi muitas vezes criticado por não ter criado personagens integralmente concretizados. HAL, o amotinado computador em “2001″, é provavelmente a sua criação mais “humana”: um ser satisfeito consigo mesmo e que sabe tudo, com um toque de fé equivocada na sua própria infalibilidade.

Se os heróis de Clarke não são exatamente memoráveis, também é verdade que não existem vilões totais na sua obra. Os seus personagens estão geralmente demasiadamente ocupados lutando para encontrar um sentido em um universo implacável para que possam se meter em esquemas mesquinhos de dominação ou vingança.

Entre os seus legados estão as Três Leis de Clarke, observações provocantes a respeito da ciência, da ficção científica e da sociedade, que foram publicadas em “Profiles of the Future” (”Perfil do Futuro”), em 1962:

“Quando um cientista ilustre, mas idoso, afirma que algo é possível, é praticamente certo que ele tenha razão. Quando ele afirma que algo é impossível, ele provavelmente está errado”

“A única maneira de descobrir os limites do possível é aventurar-se um pouco além desses limites, adentrando no impossível”

“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica”

In Memorian…
Arthur C. Clarke
1917 ~ 2008
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Luto: Foi Minghella…

Por: Maurício Ribeiro as 10:38 | 19.03.08 | em: Cinelive

O PACIENTE INGLÊS (1996), O TALENTOSO RIPLEY (1999) e COLD MOUNTAIN (2003). É pela realização desses três filmes que Anthony Minghella será recordado em primeiro lugar. Depois vem a direção do Instituto de Cinema Britânico, o telefilme de tanto sucesso que migrou para as salas de cinema UM ROMANCE DO OUTRO MUNDO (TRULY, MADLY, DEEPLY – 1990) e os roteiros que escreveu para o teatro, além da direção e encenação de MADAME BUTTERFLY, de Puccini, na Opera Nacional Inglesa.

Anthony Minghella morreu ontem de madrugada em Londres, no Hospital Charing Cross, aos 54 anos. A notícia vazou perto da hora do almoço e só no meio da tarde a sua agente, Leslee Dart, revelou que o diretor britânico sofreu uma hemorragia cerebral perto das 5hs, na seqüência de uma cirurgia de rotina nas amídalas e pescoço. “A cirurgia tinha corrido bem e eles estavam muito otimistas. Mas ele sofreu uma hemorragia ontem à noite e os médicos não conseguiram pará-la”.

A morte de um mito que arrebatou nove Oscars por O PACIENTE INGLÊS em 1997 ocorreu uma semana antes da estréia do seu último trabalho: THE Nº1 LADIES DETECTIVE AGENCY, na BBC1. O telefilme, realizado por Minghella e escrito em parceria com Richard Curtis (QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL, SIMPLESMENTE AMOR), é uma adaptação do romance de Alexander McCall Smith.

Nascido na Ilha de Wight numa família com mais quatro irmãos que viviam na fábrica de gelo do pai, começou a trabalhar como editor de roteiro para televisão antes de realizar UM ROMANCE DO OUTRO MUNDO, tendo também passado pelo teatro. Licenciado pela Universidade de Hull, era um apaixonado por BECKETT e um autor teatral publicado.

Um dos seus trabalhos mais polêmicos foi a realização de um pequeno filme promocional sobre as eleições internas do Partido Trabalhista, em 2005, em que Gordon Brown e Tony Blair figuravam. Ontem, o ex-primeiro-ministro Tony Blair elogiou o realizador por ser “um ser humano maravilhoso, criativo e brilhante, mas ainda humilde, gentil e uma companhia alegre. Fosse o que fosse que fizesse com ele, pessoal ou profissionalmente, deixava-me com total admiração por ele, como pessoa e como artista do maior calibre”.

Minghella era sócio de Sidney Pollack na produtora Mirage, era casado e tinha um filho. Deixou em suspenso dois projetos: NEW YORK, I LOVE YOU e THE NINTH LIFE OF LOUIS DRAX.

In Memorian…
Anthony Minghella
1954 ~ 2008
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Trailer – O Incrivel Hulk e algumas explicações

Por: Pedro Teixeira as 15:42 | 18.03.08 | em: Cinelive

Galera queria explicar que o blog esteve parado essa semana porque estava sendo feita uma migração de servidor, por isso estamos tão desatualizados, por exemplo, só hoje que vou colocar o trailer do Hulk IUOASHDUAHSUDHSA, o Maurício que estava desavisado acabou postando, e teve sorte, porque já  Fábio foi bem infeliz e perdeu 2 posts ISUAHDIUSAHD pobre Fábio, enfim agora ta tudo certinho e nós voltamos com toda força e algumas novidades que em breve falarei, curtam o trailer do Hulk se é que todo mundo já não viu neh…. manda bala ai:

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Trailer do filme Tropic Thunder

Por: dmitry as 13:54 | 18.03.08 | em: Cinelive

O elenco deste filme já me faz querer pagar o ingresso, além de que eu realmente gosto quando Ben Stiller resolve fazer uma comédia onde os personagens principais vivem em uma realidade alternativa das outras pessoas no filme. Cito como exemplos duas comédias que eu gosto muito: Zoolander (que revi ontem) e Dodgeball.

Voltando a falar no elenco este filme, que tem Ben Stiller também na direção, a produção ainda traz Jack Black e Robert Downey Jr. representando atores que são jogados no meio de uma guerra onde somente eles pensam estar em um filme. As cenas do trailer apresentam muito bem os personagens principais e já nos introduz a realidade do filme. Vale o destaque para o personagem de Robert Downey Jr. que faz uma cirurgia para se tornar uma pessoa negra e assim poder representar melhor o personagem dentro do filme.

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