Educação financeira desde cedo

Por: Mariana as 08:00 | 01.05.08 | em: sucesso

No domingo passado, estava assistindo ao Fantástico quando uma reportagem me chamou a atenção (vide vídeo acima), ao relatar como a família Padilla começou a praticar desde cedo lições de economia. Tais lições vêm de um sistema criado pela consultora financeira americana Neale Godfrey, que há 20 anos decidiu se dedicar a escrever livros de economia para crianças e para os pais. Suas idéias são adotadas por milhões de famílias americanas e aplicadas em colégios para mais de dois milhões de alunos.

Segundo Neale, os filhos devem ser assalariados e devem lidar com o dinheiro desde pequenos, assim entenderão por que não devem fazer birra quando os pais lhe negarem algum presente. É muito importante que eles saibam o real valor do dinheiro e para isto é preciso mantê-los perto desse assunto. Muitos pais preferem deixar os filhos fora da situação financeira da família, e com isso eles ficam inseguros por não saberem o que está acontecendo. Se você não fala sobre dinheiro, seus filhos não vão entender a realidade, e com isso podem ficar iludidos em relação ao mundo, pois quando descobrirem que as coisas não são à base do “eu quero agora” ficarão frustados.

É muito mais fácil ensinar certas coisas à uma criança do que a um adolescente, por isso quanto mais cedo os pais começarem a praticar educação financeira com seus filhos, melhor será. O método utilizado pela família Padilla, que foi criado por Neale, se basea em incorporar as lições nas atividades cotidianas. Há lições que não devem ser remuneradas, que todas as crianças têm que cumprir sem receber nada em troca, como ir para a cama quando os pais mandarem, escovar os dentes, arrumar os brinquedos. Nas tarefas em que recebem dinheiro, elas aprendem habilidades para a vida e como uma casa funciona. Devem ser tarefas simples e pequenas, para que elas aprendam que o único jeito de ganhar dinheiro é pelo trabalho. Conforme as crianças vão crescendo as tarefas vão mudando. Quando a tarefa é terminada, a criança deve verificar se ela realmente conseguiu alcançar o resultado esperado. Assim, ela aprende a se orgulhar do que fez, evitando que tornem-se pessoas materialistas. Logo, ela deve receber o dinheiro em prazo estabelecido pelos pais e dividí-lo em quatro cofrinhos etiquetados : No primeiro ela deve depositar 10% do que recebeu, que será destinado à caridade; no segundo, denominado “dinheiro rápido”, ela terá 30% para pequenas compras que deseja realizar a curto prazo; no terceiro entram mais 30% para economias de médio prazo, com isso a criança aprende a poupar para gastar com algo maior que queira no futuro (algo em torno de duas semanas já é o suficiente para uma criança pequena, aumentando-se esse prazo para as maiores); e no último cofrinho estão os 30% destinados às economias de longo prazo, para, por exemplo, pagar a faculdade.

Ao contrário do que muitos pensam, esse método não torna a criança materialista e nem prejudica a infância. Não se trata de passar por cima desta, trata-se de tornar a criança capaz de realizar coisas, e que com isso ela possa distinguir melhor os valores materiais dos demais valores, e futuramente não vão achar que são melhores por que têm um roupa de grife. Na verdade, essa é uma maneira de se acabar com o materialismo. A criança tem em suas mãos a decisão do que fazer com o dinheiro, sendo capaz de realizar suas próprias escolhas.

É claro que educação financeira cabe também à escola, mas infelizmente isso não é muito transmitido às crianças, principalmente  aqui no Brasil. É por isso a presença dos pais nesse assunto é tão importante. Sente com seu filho e mostre-o algumas contas, como escola, TV a cabo, telefone, internet, curso de inglês. Assim ele pode ter a dimensão do custo das coisas que ele usufrui e não ficará tão alienado da situação financeira da família. É fundamental mostrar que “dinheiro não dá em árvore“, que as coisas não são tão fáceis quanto parecem e que, para poupar ele terá que abrir mão do consumo imediato. Pense que a educação financeira é o melhor caminho para que as crianças de hoje se tornem adultos equilibrados do ponto de vista orçamentário, e que os pais têm papel imprescindível nessa formação. Se não aprenderem com os pais, aprenderão com a vida, e com certeza levará mais tempo e mais sofrimento.

Pense nisso!

Comments Off

Sim, pode piorar!

Por: Helton Kuhnen as 06:39 | 01.05.08 | em: ETC

Esclarecimentos sobre a diferença entre: BOM, RUIM e TERRÍVEL.
 
BOM: Sua esposa está grávida.
RUIM: São trigêmeos.
TERRÍVEL: Você fez vasectomia ano passado e não contou prá ninguém.
 
BOM: Sua esposa não fala mais com você.
RUIM: Ela quer o divórcio.
TERRÍVEL: Ela é advogada.
 
BOM: Seu filho passou da puberdade.
RUIM : Ele está envolvido com a vizinha da frente.
TERRÍVEL : Você também está.
 
BOM: Seu marido entende de moda feminina.
RUIM: Usa a sua roupa.
TERRÍVEL : Fica melhor nele que em você.
 
BOM: Você decide dar aula de educação sexual para a sua filha.
RUIM: Ela te interrompe várias vezes.
TERRÍVEL : Corrigindo você.
 
BOM: Sua filha arranjou seu primeiro emprego.
RUIM: De prostituta.
TERRÍVEL: Seus colegas do futebol e do trabalho estão todos ficando clientes dela.
MAIS TERRÍVEL AINDA: Ela está ganhando 10 vezes mais que você e disse que vai reformar a casa e te dar um carro novo.
 
BOM: Você arranjou uma gata quente para bater papo via CHAT… Começou no erótico, partiu pra sacanagem e descambou para a pornografia pura.
RUIM: não agüentando de tesão você resolve se revelar. Ela responde que conhece você muito bem e que não vai dar para continuar porque você não passa de um grande canalha e, ainda por cima, vai contar para a sua mulher!
TERRÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍVEL: Era sua sogra.
 
MORAL DA HISTÓRIA:
O que está ruim sempre pode piorar.

Claro que eu mudei a moral da história né?! Tava muito bonitinha pros meus padrões de sarcasmo.

Feriado. De que mesmo? Dia de Ayton Senna né?!

Ata.

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