Kombeiros depõem mais uma vez na justça
Por: Fábio Santos as 11:07 28.01.08 em: 365 Dias
Após quase cinco anos do assassinato das adolescentes Tarsila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira – apontados desde o início como os autores do crime – enfrentam nesta segunda-feira (28) o primeiro interrogatório na Justiça. A audiência acontece a partir das 8h30, no Fórum de Ipojuca, no Grande Recife.
Um forte esquema de segurança será montado para levar os réus do Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, também na Região Metropolitana, onde eles dividem cela, para o local do interrogatório. Marcelo e Valfrido estão detidos há dez dias. A prisão deles ocorreu um dia depois do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denuncia-los pela primeira vez pelo duplo homicídio.
O defensor público José Antônio Fonseca de Melo, designado recentemente para atuar como advogado dos kombeiros, pretende ainda esta semana entrar com pedido de revogação da prisão. “Terça (29) ou no máximo quarta tomarei essa providência, pois essa prisão é ilegal e arbitrária”, justificou.
Melo garantiu que a versão apresentada pelos irmãos Lira no interrogatório desta segunda será a mesma dita antes. “Eles estão bastante tranqüilos. Passaram esses cinco anos prestando esclarecimentos sobre o fato. Não teriam motivos para não prestar agora”, explicou. O defensor está com o caso há cerca de duas semanas, mas ainda não conseguiu ler todo o processo, que tem 34 volumes. “Não li tudo porque o Ministério Público não me encaminhou a última parte da investigação”, reclamou.
Familiares dos kombeiros e das vítimas pretendem comparecer à audiência. O interrogatório é a primeira parte do processo, que ainda terá os depoimentos das testemunhas de defesa e acusação e considerações finais, até que os réus vão a júri popular.
Tarsila e Maria Eduarda foram assassinadas no dia 3 de maio de 2003. Elas desapareceram após perderem uma carona para Serrambi, onde estavam hospedadas. Os corpos foram encontrados dez dias depois pelo pai de Tarsila, o comerciante José Vieira, em canavial no distrito de Camela, em Ipojuca.
Fonte: JC Online



